sábado, 10 de outubro de 2009

Helping People...

A vida tenta nos avisar muitas vezes, e de diferentes modos, sobre o que devemos fazer. Fica nos cutucando nos ombros, puxando nossos cabelos, passando a perna e nos fazendo tropeçar, mas parece que não tem jeito. Quando não queremos ver, não vemos mesmo!

Aquilo que fazemos para ajudar alguém é, na maioria das vezes, o que achamos que devemos fazer na curta distância de um braço.

O esforço que fazemos para ajudar o próximo que está bem próximo (e ir de alma lavada para casa e com sensação de dever cumprido), é baixar o vidro automático do carro em meros 3 cm e dar bem rápido uma moeda de 1 real àquela criança de olhos famintos, com a dor e o desespero estampados no rosto (o que não conseguimos reconhecer, é claro, afinal prestamos mais atenção no farol que vai ficar verde... mas quando chegamos em casa e ligamos a tv, com certeza choramos com o sofrimento estampado no rosto da Maia e o do Raj, que bons atores!!!).
Mas, falando de mim...

Nunca, tenho certeza, dei uma volta no quarteirão, nunca deixei de perder um capítulo da novela, nunca mudei a minha rota para procurar uma lanchonete mais próxima, comprar um lanche e voltar para aquele farol e dar o lanche para a criança faminta.

Eu admito, e sem orgulho nenhum: eu NUNCA mudei meu caminho para ajudar alguém. Tenho certeza absoluta que existem pessoas que SEMPRE fizeram isto, mas até ontem de manhã eu ainda não fazia parte deste grupo.

Até que, ontem à tarde, depois de escutar os muitos avisos que a vida já me dera, saí do conforto de meu lar e enfrentei o vento gelado da periferia de São Paulo: fui visitar uma casa cheia de crianças, de 4 meses, 1 ano, 3, 4, 5, 11, 12 anos, todas as idades. Crianças do Acre, Rondônia, Pará, Paraná, Goiás, Sergipe, todos os lugares do Brasil.

Eram também crianças pobres, mas elas estavam lá abrigadas naquela casa por uma razão muito triste: porque estão doentes. Algumas destas crianças têm câncer, ou estão à espera de um transplante de rim ou de fígado. Triste, muito triste mesmo!

Não sei como relatar a experiência de ontem, talvez um dia me venham as palavras. Mas, peço àqueles que tenham vontade de mudar o seu caminho, que ajudem uma instituição qualquer, pelo menos uma única vez na vida.

O centro de apoio que visitei chama-se CENTRO de APOIO à CRIANÇA CARENTE com CÂNCER “Cândida Bermejo Camargo”, http://www.centrocbc.org.br/, mas existem inúmeros outros precisando de ajuda.
Simplesmeste ajudem...
Baccio, Dea...